O governo do estado manteve o texto original da proposta de reajuste salarial das forças de segurança pública e a Assembleia Legislativa de Goiás aprovou, em primeiro turno, a matéria nesta terça-feira, 14. O texto propõe um reajuste de 7% para todas as forças de segurança pública do estado, com uma compensação para os policiais civis, que pagam um percentual previdenciário maior que a categoria militar, de 4,68%, totalizando 11%. O texto prevê um impacto financeiro de R$ 33, 4 milhões em 2025, R$ 399,3 milhões em 2026 e R$ 409 milhões em 2027.
Saiba como ficou o reajuste:
A proposta prevê o reajuste para as categorias com aumento nos subsídios e um remanejamento de vagas. A proposta é de 11,68% para os cargos de Delegado Geral da Polícia Civil (DGPC), Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) e Diretoria Geral de Polícia Penal (DGPP).
Para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiro, o reajuste é de 5,85%, com impacto financeiro a partir de janeiro de 2025. A proposta também inclui o destravamento de vagas para as classes na Delegacia Geral de Polícia Civil, Secretaria de Polícia Técnico Científica e Diretoria-Geral de Polícia Penal, possibilitando as promoções pendentes devido à falta de vagas. Essa abertura de vagas ocorrerá em duas etapas, sendo a primeira a partir de julho deste ano e a segunda a partir de julho de 2026.
Críticas
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (SINPOL), Renato Rick, lembra que as articulações para a reestruturação da carreira dos policiais iniciou há cerca de três anos e que havia um indicativo do governo para a proposta. No entanto, apesar das negociações, o projeto que chegou à Alego não contemplou as demandas da categoria, aponta Rick. “O governador tomou a decisão de fazer um aumento linear das forças de segurança pública e desprezou as questões que a gente trouxe nas discussões que iriam corrigir problemas históricos na nossa carreira”, lamentou.
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Rick argumenta que a contraproposta apresentada ao governo era flexível e não traria impacto financeiro para o Estado. “Essa proposta faria a equiparação entre a base da categoria, mas com esse projeto os policiais civis terão os menores salários da segurança pública do Estado e isso gera uma desigualdade e uma falta de isonomia muito grande”, disse.
Entre as propostas rejeitadas pela governadoria estava a abertura da classe especial 1, que segundo o presidente do sindicato não traria impacto financeiro. “É um teto inacessível para os policiais e atenderia pelo menos o quesito de equiparação entre as demais forças do estado, mas isso também foi negado”, conta.
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O deputado estadual Delegado Eduardo Prado (PL) criticou a articulação do governo ao pleito dos policiais civis. “Houve uma tentativa de articulação, os policiais foram muito ponderados nas colocações que não geraria nenhum impacto financeiro para o Estado que seria a criação do cargo de classe especial 1, que mexeria nas promoções. É um cargo que existe em outras categorias, mas quem está na polícia civil e aposenta, o cargo deixa de existir”, criticou.
O líder do governo argumenta que as negociações e a aprovação da proposta não significa o fim das articulações e que o governo seguirá aberto ao diálogo com as categorias e representantes de classe.
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Neil Gaiman, escritor best-seller, é acusado de abuso sexual e sadomasoquismo por mulheres
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14 janeiro 2025 às 18h39
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No ano passado, o podcast “Master” relatou que o escritor Neil Gaiman havia assediado sexualmente mulheres. Agora, a revista “Vulture” publica depoimentos de mulheres que se dizem assediadas pelo best-seller global.
Os advogados de Neil Gaiman sustentam que as relações com as denunciantes foram consensuais.
Até pouco tempo, Neil Gaiman eram adorado pelos leitores, notadamente por adolescentes, que chegam a colecionar seus livros. Seus principais sucessos são “Coraline” (levado ao cinema) e “Deuses Americanos”. Os quadrinhos Sandman também são bem-sucedidos.
De acordo com as publicações americanas, as denúncias tornaram Neil Gaiman “maldito” e por isso produtores de filmes e séries dessistiaram de financiar a adaptação de suas obras literárias.
Em seguida ao podcast, outras mulheres criaram coragem e denunciaram Neil Gaiman tanto por assédio e coerção quanto por abuso sexual.
Em 2003, Kendra Stout, então com 18 anos, foi ao lançamento da série “Sandman” e começou a trocar emails Neil Gaiman. Depois de três anos de conversas, a jovem decidiu se encontrar com o escritor, em Orlando, na Flórida. Ele mora nesta cidade.
Ao dizer que sentia dores, durante as relações sexuais, Kendra Stout era contestada por Neil Gaiman. O escritor dizia que ela deveria ser mais submissa, assim as dores passariam. Dizendo que só tinha prazeres com sadomasoquismo, o best-seller global induziu a garota, então com 21 anos, a tais práticas. Ele sequer a consultou.
Outras mulheres sustentam que, durante as relações sexuais, eram obrigadas chamar Neil Gaiman de “mestre”.
De acordo com o podcast e a “Vulture”, Neil Gaiman tocava, submetia e penetrava as mulheres sem autorização.
Scarlett Pavlovich, de 22 anos, se tornou babá do filho de Neil Gaiman e Amanda Palmer. Bonita, ela queria ser atriz. Os dois moravam em casas separadas. Então, certa vez, quando estava na casa de Neil Gaiman, a jovem recebeu a orientação que poderia usar a banheira da residência. Pouco depois, ele entrou na banheira, sem avisá-la.
Neil Gaiman ficou nua e forçou Scarlett Pavlovich a ter relações sexuais. O escritor chegou a manter relações sexuais com a jovem — de maneira forçada — inclusive na frente da criança. Era estupro, mas, num primeiro momento, ela não pensou assim.
Avisada por Scarlett Pavlovich, Amanda Palmer recorreu à Justiça pela custódia do filho. Mas não apoiou as denúncias da babá. A ex-mulher de Neil Gaiman já sofreu abusos sexuais quando mais jovem.
Caroline, uma terceira jovem, denunciou que, mesmo tendo mantido relações sexuais consentidas com Neil Gaiman, uma vez o escritor agiu de maneira abusiva, ou seja, fez sexo sem obter o seu consentimento.
Caroline revelou à “Vulture”, depois de ter assinado um acordo de confidencialidade, concordou em não divulgar a história e nem acionar judicialmente o abusador. O acordo foi assinado por ela, Neil Gaiman e Amanda Palmer. Agora, ela decidiu a falar a respeito.
As mulheres que foram abusadas por Neil Gaiman, por meio de um grupo de WhatsApp, decidiram se unir. Porque o escritor é rico e, portanto, poderosos. Ele tem bons advogados.