Rodrigo Pacheco anuncia saída da política e encerra ciclo de 12 anos na vida pública
O senador Rodrigo Pacheco confirmou nesta sexta-feira (29) aquilo que já era tratado nos bastidores de Brasília como uma possibilidade cada vez mais real: está deixando a vida política e não pretende disputar novos cargos eletivos após o fim do atual mandato.
A declaração foi feita durante um evento com empresários em São Paulo e pegou muita gente de surpresa, principalmente em Minas Gerais, onde o nome de Pacheco vinha sendo trabalhado como principal aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa ao governo mineiro em 2026.
Sem rodeios, o senador afirmou que este será seu “12º e último ano na política” e indicou que pretende retornar integralmente à advocacia. “Em breve será só o direito”, declarou ao comentar a decisão de encerrar a trajetória política iniciada em 2014.
A fala representa muito mais do que uma simples desistência eleitoral. Nos bastidores, a saída de Pacheco muda completamente o tabuleiro político de Minas para 2026. Isso porque ele era visto por setores do governo federal como um nome capaz de construir uma candidatura mais moderada, dialogando tanto com Brasília quanto com parte do empresariado mineiro.
Ao justificar a decisão, Pacheco disse que sempre enxergou a política como uma missão temporária e não como projeto permanente de poder. “Eu dizia sempre que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída”, afirmou.
Mesmo anunciando a saída, o senador ainda segue cercado de especulações. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articula nos bastidores uma possível indicação de Pacheco para o Tribunal de Contas da União (TCU), em caso de abertura de vaga com uma eventual aposentadoria do ministro Bruno Dantas. O senador, porém, evitou confirmar qualquer interesse.
Outro ponto que chamou atenção foi a sinalização de novos nomes para o cenário mineiro. Pacheco citou o empresário Josué Gomes, o procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, como lideranças capazes de ocupar espaço nas eleições de 2026.
A saída de Rodrigo Pacheco também deve aumentar ainda mais a disputa por protagonismo político em Minas Gerais nos próximos meses. Sem um nome consolidado do grupo ligado ao governo federal, o cenário abre espaço para novas articulações, alianças e movimentos de bastidor.
Ao encerrar a fala, Pacheco afirmou deixar a política com “sentimento de dever cumprido” e disse acreditar que Minas continuará bem representada nos próximos anos.
















































