Blog da Renata Pimenta
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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
O fanatismo woke contra a deputada estadual mais bem votada de São Paulo com
quase 2 milhões de votos
A ação do MP contra Eduarda Campopiano, a deputada mais votada de SP, com quase 2 milhões de votos, apenas demonstra a infiltração e disseminação do mal totalitário que representa a distorção da visão de mundo woke.
O que fez a deputada?
Disse que Erika Hilton é um homem biológico.
E o que fez o MP?
Considerou que essa fala não se enquadra na liberdade de expressão parlamentar (mesmo que conste na Constituição a proteção sobre "quaisquer" palavras emitidas por um parlamentar), considera uma "ofensa transfóbica", pede multa de 100 mil reais, retratação pública e ainda obrigá-la a frequentar um curso de "letramento" sobre diversidade de gêneros.
Percebem a gravidade do descolamento da realidade da mente colonizada deste promotor?
É mentira que Erika é um homem biológico?
Ela pode se considerar mulher, mas isso faz dela uma "mulher trans", nunca uma mulher biológica.
Por que é importante que essa diferença seja demarcada?
Pelo simples motivo que apreendemos a realidade a partir da linguagem. Se a linguagem não for capaz de descrever o real, não terá utilidade. Será apenas um meio de engano, sofisma e desorientação, nunca de aprendizado e crescimento.
Até nossa legislação prevê como passível de anulação de casamento o que o legislador chamou de "erro essencial de pessoa".
O ilustríssimo promotor deveria saber disso.
Se uma transexual casar com um homem dizendo apenas ser uma mulher, escondendo seu passado, sua história e sua condição biológica, esse casamento poderá ser anulado por ter sido realizado induzindo um dos cônjuges ao erro essencial de pessoa.
O que o promotor pede, em última instância?
Que a deputada minta, ou pelo menos distorça a realidade, o que dá no mesmo.
Que atropele as leis, a partir de um suposto crime criado por uma minoria barulhenta, a "transfobia".
Mesmo que nada houvesse de ofensivo na fala da parlamentar. Apenas a constatação óbvia da realidade.
Pior do que isso:
Quer proibir a deputada de pensar e até legislar, pois tenta obrigá-la a passar por 'cursos" de doutrinação e lavagem cerebral.
Um promotor tenta cercear os direitos de uma parlamentar em uma suposta defesa dos direitos de uma minoria.
E se a parlamentar quiser defender um projeto de lei que obrigue o registro nos documentos que a pessoa se trata de uma transexual e não de uma mulher, não pode?
É "transfobia"?
E esse texto que escrevo, é crime?
Apenas por refletir sobre essa questão?
Isso é defesa de direitos de minoria ou imposição de censura?
Imposição de uma ideologia?
Agenda política de uma seita fanática, autoritária e totalitária?
E se a grande maioria de nosso povo compartilhar os mesmos valores da député perseguida?
A votação recorde que ela teve comprova que não está sozinha.
Mas trata-se de uma maioria silenciosa, pacifica e politicamente desorganizada.
Essa maioria terá que submeter-se a uma minoria barulhenta, autoritária e politicamente instrumentalizada?
Seria "democrático" uma maioria que compartilha valores tradicionais milenares ser obrigada a aceitar "valores" criados por uma seita ideológica recente, que tenta subverter valores civilizacionais fundamentais básicos?
A divergência aqui não é sobre respeito aos direitos humanos.
Todos devem ser respeitados.
Homens, mulheres e transexuais.
Mas, como dizia o sábio Falcão:
"Homem é homem, menino é menino e macaco é macaco".
Espero não ser perseguido, atacado, nem preso.
Com todo meu respeito e consideração aos trans.
Pedro Possas. Médico.
Artigo de Pedro Possas
Sargento Rodrigues defende incorporação de abono para recuperar perdas salariais
Sargento Rodrigues defende incorporação de abono para recuperar perdas salariais
Em entrevista exclusiva ao programa Direto ao Ponto, da 98news, o deputado estadual Sargento Rodrigues defendeu a recomposição das perdas inflacionárias dos servidores da segurança pública de Minas Gerais. Segundo o parlamentar, a revisão geral anual, prevista na Constituição Federal, deve ser assegurada à categoria.
Rodrigues também afirmou que já conversou com o governador eleito Cleitinho Azevedo sobre a possibilidade de incorporar uma parcela do abono-fardamento à remuneração de policiais militares e bombeiros militares, como alternativa para recuperar parte das perdas salariais.
O deputado destacou que a medida poderia facilitar as negociações com o governo e a tramitação na Assembleia Legislativa. “Há várias formas do governo atender a segurança pública sem criar um problemão, inclusive com o conjunto dos demais servidores”, afirmou.
Além da recomposição salarial, Sargento Rodrigues defendeu melhorias nos critérios de progressão e promoção das carreiras. Também declarou que Cleitinho mantém o compromisso discutido em relação à revisão salarial.
Luto
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do 2º Sargento Daraísio Nunes de Assis, carinhosamente conhecido como “Dida”.
Veterano do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), Dida também dedicou parte de sua trajetória à ASPRA, onde atuou por muitos anos como diretor financeiro.
Neste momento de dor, manifestamos nossos sentimentos aos familiares, amigos e irmãos de farda. Que Deus conforte a todos e conceda força para enfrentar essa perda.
Nossos sinceros sentimentos!
Vá com Deus meu amigo.
HOMEM MORRE APÓS TENTAR ATACAR MILITARES COM FACA EM JAÍBA, NO NORTE DE MINAS
HOMEM MORRE APÓS TENTAR ATACAR MILITARES COM FACA EM JAÍBA, NO NORTE DE MINAS
Um homem morreu após ser baleado por militares durante uma ocorrência policial em Jaíba, no Norte de Minas Gerais. Segundo informações da polícia, o homem teria tentado atacar os policiais utilizando uma faca.
Diante da situação, os militares efetuaram disparos de arma de fogo para conter a ameaça. O homem foi atingido e morreu.
A ocorrência deverá ser apurada para esclarecer as circunstâncias da intervenção policial.
Blog da Renata Pimenta | Segurança Pública
Fonte: G1.
CASO UENO BANK, NO PARAGUAI, E BANCO MASTER, NO BRASIL: CRISE FINANCEIRA TERMINA EM RENÚNCIA PRESIDENCIAL
Uma crise bancária no Paraguai ganhou proporções políticas e chegou ao mais alto cargo do país. Nesta quinta-feira (5), o presidente Santiago Peña anunciou sua decisão de renunciar à Presidência, em meio ao escândalo envolvendo o Ueno Bank.
A instituição paraguaia entrou em processo de resolução após problemas graves de solvência. A crise deixou milhões de clientes temporariamente sem acesso às próprias contas, provocou protestos e levantou questionamentos sobre operações financeiras, recursos públicos e relações políticas.
A repercussão foi tão grande que a Câmara dos Deputados discutia a possibilidade de abrir um processo de impeachment contra Peña. O presidente, que perdeu apoio político em meio à crise, anunciou sua saída do cargo. A renúncia ainda depende dos procedimentos constitucionais no Congresso.
O episódio lembra, em alguns aspectos, o caso do Banco Master, no Brasil. Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, alegando grave crise de liquidez, comprometimento da situação econômico-financeira e violações às normas do sistema financeiro.
No Brasil, o caso também provocou investigações e questionamentos sobre relações políticas, operações financeiras e exposição de recursos públicos.
Embora existam diferenças importantes entre os dois episódios, uma semelhança chama a atenção: crises envolvendo instituições financeiras podem ultrapassar o mercado bancário e provocar consequências políticas de grandes proporções.
No Paraguai, a crise do Ueno Bank chegou à Presidência da República. No Brasil, o caso Master continua sendo um dos episódios de maior repercussão no sistema financeiro nacional.
A discussão vai além dos bancos: envolve fiscalização, transparência, responsabilidade e a proteção do dinheiro de cidadãos e instituições públicas.
LISTA TRÍPLICE PARA A ESCOLHA DO CHEFE DA POLÍCIA CIVIL DE MINAS GERAIS
Em artigo publicado em 28 de outubro de 2026, a ADEPOL-MG discute a possibilidade de adoção de lista tríplice para a escolha do chefe da Polícia Civil de Minas Gerais. O estudo, assinado pelos delegados João Lopes e Rodrigo Marques Colen, aborda os limites constitucionais da participação da carreira nessa escolha e a prerrogativa do governador de nomear o chefe da instituição.
O texto também apresenta uma alternativa à lista tríplice: a criação de um mandato fixo para o chefe da PCMG, mantendo a escolha nas mãos do governador, mas estabelecendo regras para sua permanência e eventual exoneração.
O debate ajuda a esclarecer uma questão: a escolha do dirigente de uma instituição pública não se confunde com o direito de seus integrantes ou da sociedade de manifestar opiniões sobre a indicação.
Fonte: ADEPOL-MG. [Leia o artigo completo](https://adepolmg.org/lista-triplice-chefia-policia-civil/?utm_source=chatgpt.com).
👉Em Minas Gerais, a Constituição Estadual não prevê lista tríplice para a escolha do Chefe da Polícia Civil. O artigo 141 estabelece que ele é livremente nomeado pelo governador entre delegados em atividade da classe final da carreira.
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
A segurança pública precisa de união, não de disputa por nomenclaturas. É desnecessário ver integrantes de outras forças atacando as Guardas Municipais simplesmente porque seus integrantes passaram a ser chamados de policiais municipais. Se as demais instituições já possuem o reconhecimento de seus profissionais como policiais, por que tanto incômodo com esse reconhecimento? Mudou algo na sua vida? No seu salário? Vão tirar de você, para dar aos gms?
Independentemente da nomenclatura, os guardas municipais estão presentes nas ruas e contribuem para a proteção da população. A chegada dos policiais municipais não diminui o trabalho de nenhuma outra instituição. Pelo contrário, vem para somar esforços na segurança pública.
A segurança pública já enfrenta desafios suficientes. Não precisa criar rivalidade entre quem deveria trabalhar pelo mesmo objetivo: proteger a sociedade.
Descansar, 5• ano...
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais atua diretamente nas competências das questões relacionadas ao sistema prisional e às políticas penitenciárias. Já os comandantes, diretores e chefes das demais instituições possuem estruturas próprias de comando e autonomia administrativa, não estando subordinados hierarquicamente ao secretário em suas decisões institucionais.
QUEM SERÁ O PRÓXIMO(a) COMANDANTE-GERAL DO CBMMG?
QUEM SERÁ O PRÓXIMO(a) COMANDANTE-GERAL DO CBMMG?
Coronel Peron, Coronel Amanda ou outro nome?
Nos bastidores, circula a informação de que o Coronel Peron teria 90% de chances de assumir o comando da instituição. Mas, até o momento, não há confirmação oficial.
E você, o que acha? Quem deverá assumir essa importante missão?
Vamos aguardar os próximos capítulos!👀
FONTE: @concretojornal
A informação atribuída ao perfil @concretojornal aponta a deputada estadual Delegada Sheila (PL)
@delegadasheila
como um dos nomes que ganham força para assumir a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública no governo de Cleitinho Azevedo.
Delegada da Polícia Civil e parlamentar com atuação na área de segurança pública, Sheila reúne experiência profissional e política no setor.
A possível indicação ainda deve ser tratada como articulação de bastidores, sem confirmação oficial de Cleitinho.
A escolha do futuro secretário será estratégica para as forças de segurança de Minas Gerais.
👉como o secretário de segurança responde exclusivamente pelo sistema prisional, acho que deveria ser alguém da pasta.
MISTÉRIO EM ITAJUBÁ: Família busca por sargento aposentado dos Bombeiros após visitas suspeitas e cobrança de dinheiro
MISTÉRIO EM ITAJUBÁ: Família busca por sargento aposentado dos Bombeiros após visitas suspeitas e cobrança de dinheiro
A aflição toma conta dos familiares do sargento veterano do Corpo de Bombeiros Militar, Dionízio, que está desaparecido em Itajubá, no Sul de Minas. O sumiço repentino do militar rompeu drasticamente sua rotina e mobiliza forças de segurança e a população em uma corrida contra o tempo.
A filha do militar, Ingrid, faz um apelo desesperado por informações. Segundo ela, o pai nunca se ausentou sem dar notícias. O caso tomou contornos intrigantes após relatos entregues à Polícia Militar: Dionízio recebeu em sua residência um homem identificado como Agnaldo, conhecido pelo apelido de "Negão". Pouco tempo depois, um segundo indivíduo, chamado Bruno, esteve no local para cobrar uma quantia em dinheiro. Desde a sequência desses encontros, o sargento não foi mais visto.
Em busca de respostas, Ingrid tentou localizar Agnaldo por conta própria em diferentes ocasiões, mas deparou-se com versões contraditórias e informações divergentes sobre o paradeiro de Dionízio, o que aumentou a apreensão da família.
A Polícia Militar acompanha o caso. Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro do sargento Dionízio deve acionar imediatamente as autoridades pelos telefones 190 (Polícia Militar) ou pelo anonimato do 181 (Disque-Denúncia). Sua ajuda pode ser decisiva.
terça-feira, 3 de novembro de 2026
PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA É APROVADA NO SENADO: VEJA O QUE MUDA
O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3), em dois turnos, a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. A proposta promove mudanças importantes na organização da segurança pública brasileira e amplia a integração entre União, estados e municípios.
Entre os principais pontos está a possibilidade de transformação das Guardas Municipais em Polícias Municipais, com atuação no policiamento ostensivo e comunitário, prevenção da violência e atendimento de ocorrências, respeitadas as competências das demais forças policiais.
A proposta também amplia a atuação da Polícia Rodoviária Federal, fortalece as atribuições da Polícia Penal, prevê maior integração entre as instituições de segurança, estabelece medidas mais rigorosas contra facções criminosas e milícias e protege recursos destinados à segurança pública.
Outro ponto importante é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal, fortalecendo o compartilhamento de informações e as operações conjuntas.
A redução da maioridade penal ficou de fora do texto aprovado e deverá ser discutida separadamente pelo Congresso.
A PEC segue agora para promulgação. As mudanças ainda dependerão, em determinados pontos, de regulamentação para sua efetiva implementação.
Uma mudança importante na estrutura da segurança pública brasileira, com novos desafios e responsabilidades para as instituições e seus profissionais.
E o PL 3.343/2021
que prevê o tempo em dobro seja considerado também para aquisição e cálculo de benefícios, promoções e progressões na carreira, está parado na Comissão de Administração Pública, sob relatoria da deputada Beatriz Cerqueira.
A última movimentação registrada foi em 10 de dezembro de 2025.
@blogdajamille
Agendada para esta terça-feira, a votação da PEC da Segurança Pública. Redução da maioridade penal é um dos pontos de divergência. Entenda o caso: 👉
A votação da PEC da Segurança Pública está prevista para esta terça-feira (03/11), no Senado Federal, e um dos principais pontos de conflito é a redução da maioridade penal.
Entenda o impasse
A discussão envolve três posições:
Oposição (PL): defende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, como regra geral, e para 14 anos nos casos de crimes hediondos.Oposição (PL): defende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, como regra geral, e para 14 anos nos casos de crimes hediondos.
PT: o senador Camilo Santana apresentou uma proposta alternativa para reduzir a idade de 18 para 16 anos somente nos crimes hediondos. A iniciativa, porém, dividiu o próprio partido.
Governo Lula: afirma ser favorável à redução em determinadas situações, mas quer que o assunto seja discutido em uma PEC separada, para evitar alterações no texto principal e um novo retorno à Câmara dos Deputados. Governo Lula: afirma ser favorável à redução em determinadas situações, mas quer que o assunto seja discutido em uma PEC separada, para evitar alterações no texto principal e um novo retorno à Câmara dos Deputados.
O que mais prevê a PEC?
Entre os principais pontos estão:
Inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição.
Maior integração entre União, estados e municípios.
Ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal, inclusive em ferrovias e hidrovias.
Medidas mais rigorosas contra facções criminosas e milícias.Ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal, inclusive em ferrovias e hidrovias.
Medidas mais rigorosas contra facções criminosas e milícias.
Regras mais duras para integrantes de organizações criminosas.
Inclusão dos direitos das vítimas de violência na Constituição.
O que acontece agora?
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis, em dois turnos de votação.
Se forem aprovadas emendas que alterem o conteúdo da proposta, o texto poderá precisar retornar à Câmara dos Deputados.Se forem aprovadas emendas que alterem o conteúdo da proposta, o texto poderá precisar retornar à Câmara dos Deputados.
O ponto central da disputa: a oposição quer aproveitar a votação para avançar na redução da maioridade penal. Já o governo quer aprovar a PEC da Segurança sem incorporar essa mudança neste momento.
Fontes: CNN Brasil – 03/11/2026 | TV Brasil | Correio Braziliense.
ORÇAMENTO FEDERAL SOB PRESSÃO: ENTENDA O QUE ESTÁ ACONTECENDO
ORÇAMENTO FEDERAL SOB PRESSÃO: ENTENDA O QUE ESTÁ ACONTECENDO
O orçamento do governo federal enfrenta uma pressão crescente das despesas obrigatórias, que reduzem o espaço disponível para investimentos, manutenção dos órgãos públicos e execução de políticas governamentais.
Mais de 90% das despesas sujeitas ao limite de gastos são obrigatórias, como benefícios previdenciários e despesas com pessoal. Isso significa que sobra uma parcela menor do orçamento para despesas que o governo pode administrar com maior liberdade.
Veja os principais pontos:
❌ CANCELAMENTO DE R$ 345,7 MILHÕES DA DEFESA E DA PRF
Por meio da Portaria GM/MPO nº 485, de 27 de outubro de 2026, o governo cancelou aproximadamente R$ 345,7 milhões em dotações orçamentárias vinculadas ao Ministério da Defesa, às Forças Armadas e à Polícia Rodoviária Federal.
Desse total, aproximadamente R$ 226,5 milhões estavam relacionados à Defesa e às Forças Armadas, e R$ 119,3 milhões à PRF.
A portaria também abriu crédito suplementar de R$ 5,16 bilhões para diversos órgãos federais. Entre as destinações estão recursos para o BPC, a Renda Mensal Vitalícia e a assistência farmacêutica do SUS.
Importante: o cancelamento de dotações não significa, automaticamente, redução salarial ou suspensão de serviços.
⚠️ ALERTA PARA OS PRÓXIMOS ANOS
Projeções incluídas na proposta do Orçamento de 2027 apontam a necessidade de rever despesas para garantir a manutenção das políticas públicas atuais:
- 2028: R$ 15,8 bilhões.
- 2029: R$ 14,9 bilhões.
- 2030: R$ 23 bilhões.
Os valores representam necessidades estimadas de ajuste, e não um rombo já consumado. Caso não sejam encontradas alternativas, a pressão poderá atingir despesas discricionárias, como investimentos e custeio dos órgãos públicos.
🔒 BLOQUEIOS E CONTINGENCIAMENTOS
O governo também utiliza bloqueios e contingenciamentos de recursos para cumprir as regras fiscais e adequar as despesas à arrecadação e às metas estabelecidas.
Essas medidas podem restringir a execução de investimentos e o funcionamento de diferentes áreas da administração pública.
💼 E A PREVIDÊNCIA DOS MILITARES?
A revisão de despesas obrigatórias e o debate sobre benefícios e supersalários fazem parte das discussões fiscais. Entretanto, não há confirmação suficiente de um pacote fechado da equipe econômica para alterar as regras da Previdência dos militares.
O QUE ESTÁ EM JOGO?
O crescimento das despesas obrigatórias reduz a margem de manobra do governo. A questão é como equilibrar as contas públicas sem comprometer investimentos, serviços essenciais e o funcionamento das instituições.
Para quem trabalha na segurança pública, acompanhar essas decisões é fundamental: orçamento também significa estrutura, equipamentos, efetivo e condições de trabalho.
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Luto
NOTA DE PESAR
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do funcionário civil Gilmar Machado que dedicou mais de 30 anos de sua vida profissional ao 54º Batalhão de Polícia Militar (54º BPM).
Durante o turno de serviço na noite desta segunda-feira (2), ele sofreu um infarto e não resistiu.
Ao longo de mais de três décadas, contribuiu com seu trabalho e dedicação para a história e o cotidiano da unidade, tornando-se parte da família do 54º BPM.
Neste momento de dor, manifestamos nossas condolências aos familiares, amigos e companheiros de trabalho, desejando força e conforto para enfrentar essa perda.
Nossa gratidão pelos mais de 30 anos de dedicação. Descanse em paz!
👉 A senadora eleita Marília Campos (PT-MG), primeira representante do Partido dos Trabalhadores eleita para o Senado por Minas Gerais, abriu espaço para a possibilidade de impeachment de ministros do STF diante dos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. Em entrevista à Coluna do Estadão, a futura parlamentar afirmou que o afastamento de magistrados não deve ser utilizado como bandeira política, mas reconheceu que a medida poderá ser necessária caso o próprio Supremo não tome as providências cabíveis.
Marília defendeu que o STF esclareça as suspeitas relacionadas ao escândalo e tome as medidas necessárias. Caso isso não aconteça, segundo ela, o Senado deverá assumir a responsabilidade de analisar as investigações e adotar as providências previstas na Constituição. “Se a alternativa for o impeachment, nós teremos que fazer o impeachment”, declarou.
A petista também ressaltou que as investigações não devem se limitar aos ministros do Supremo. Segundo ela, as apurações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro apontam relações com integrantes do Judiciário, mas também com políticos e outras lideranças. Por isso, defendeu que todos os possíveis envolvidos sejam investigados. “Não foi só ministro que foi beneficiado pelo escândalo do Master. Teve políticos também, outras lideranças”, afirmou.
A declaração chama atenção porque o impeachment de ministros do STF foi uma das principais bandeiras da campanha de Flávio Bolsonaro. O Partido Liberal conquistou a maior bancada do Senado e a expectativa era de que a pauta pudesse avançar na próxima legislatura caso o candidato da oposição vencesse a eleição presidencial. Com a reeleição de Lula, porém, o futuro dos pedidos dependerá também da escolha do próximo presidente do Senado, em 2027.
Atualmente, Davi Alcolumbre (União-AP) preside a Casa e já declarou repetidas vezes que não pretende dar andamento a pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo. Marília Campos assumirá seu mandato em fevereiro de 2027. Embora não tenha defendido o afastamento imediato de nenhum ministro, sua declaração mostra que até uma representante eleita pelo PT admite a possibilidade de o Senado recorrer ao impeachment caso o STF não esclareça adequadamente as suspeitas do caso Master.👏
Fonte: Estadão
AUTOR DE MATAR CABO DA PMMG É PRESO EM SÃO PAULO
AUTOR DE MATAR CABO DA PMMG É PRESO EM SÃO PAULO
A Polícia Militar localizou e prendeu, na manhã desta segunda-feira (2), em São José do Rio Preto (SP), Marcelo Augusto Carvalho Fernandes, apontado como principal suspeito de assassinar o cabo da Polícia Militar Danylo dos Santos Batista, durante a madrugada, em Fronteira (MG).
Natural de Unaí (MG), Danylo integrava a 94ª Companhia de Polícia Militar, vinculada ao 28º Batalhão de Polícia Militar (BPM), da 16ª Região de Polícia Militar (RPM).
Além do homem apontado como autor dos disparos, outro suspeito, acusado de auxiliar na fuga, também foi preso. Um Volkswagen Gol, que teria sido utilizado após o crime, foi apreendido.
Segundo informações preliminares, Danylo estava de folga e sentado em frente a um estabelecimento comercial quando teria se envolvido em uma discussão. Durante a confusão, um homem teria se aproximado por trás e efetuado vários disparos contra o militar, que morreu no local.
Após o crime, o autor dos disparos teria retirado a arma que estava na cintura do policial e fugido com a ajuda de outras pessoas.
A ação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), em razão da proximidade com o município de Fronteira. A atuação conjunta das instituições resultou na prisão dos envolvidos e na apreensão das armas utilizadas, incluindo a recuperação da arma do policial militar.
Danylo já havia trabalhado em Fronteira, mas estava lotado em outra localidade havia aproximadamente dois anos. Ele visitava a cidade quando foi assassinado.
O horário exato do homicídio ainda aguarda confirmação oficial. A motivação do crime e a participação de cada envolvido serão esclarecidas no decorrer das investigações.
A ocorrência segue em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades.
🖤 LUTO NA PMMG
A morte do cabo causa comoção entre familiares, amigos e companheiros de farda. Manifestamos nossos sentimentos à família e aos irmãos de farda neste momento de profunda dor.
domingo, 1 de novembro de 2026
DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES: DEBATE GANHA FORÇA E DIVIDE OPINIÕES DENTRO DAS CORPORAÇÕES
Discussão reacende questionamentos sobre hierarquia, disciplina, carreira e condições de trabalho. Pesquisa realizada em 2014 apontou que 76,1% dos policiais militares ouvidos apoiavam a desvinculação das PMs do Exército.
A desmilitarização das Polícias Militares voltou ao debate nacional após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante debate transmitido pela TV Globo, em 23 de outubro. O assunto ganhou repercussão nas redes sociais e revelou uma discussão que vai além da divisão ideológica entre direita e esquerda: a própria avaliação dos policiais sobre o modelo de organização das corporações.
Reportagem publicada pela Revista Sociedade Militar, em 31 de outubro, destaca que policiais de diferentes estados e posicionamentos políticos têm manifestado apoio à desmilitarização. Entre os argumentos apresentados estão questionamentos sobre regulamentos disciplinares, diferenças entre oficiais e praças e a concentração de poder nas estruturas de comando.
Um dos aspectos que chama a atenção é que a defesa da mudança não está restrita a grupos identificados com a esquerda. Policiais que se declaram conservadores e de direita também aparecem entre os defensores da proposta.
Pesquisa aponta insatisfação dentro das corporações
Um levantamento realizado em 2014 pela Fundação Getulio Vargas (FGV), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública ouviu 21.101 profissionais da segurança pública em todo o país.
Segundo os dados apresentados pela Revista Sociedade Militar, 76,1% dos policiais militares entrevistados apoiavam a desvinculação das corporações em relação ao Exército.
A pesquisa também identificou insatisfação com os regulamentos disciplinares e as relações hierárquicas. Entre os entrevistados, 93,6% dos policiais militares defendiam a modernização dos regimentos e códigos disciplinares.
Os números, entretanto, são de 2014 e não representam necessariamente a opinião atual dos integrantes das corporações.
Desmilitarizar significa acabar com a Polícia Militar?
Não necessariamente. A desmilitarização envolve uma discussão sobre a natureza jurídica, a organização institucional e o regime ao qual os policiais estão submetidos. Dependendo do modelo proposto, a mudança poderia preservar o policiamento ostensivo e as atividades atualmente desempenhadas pelas PMs.
No Brasil, a Constituição Federal estabelece as Polícias Militares como forças auxiliares e reserva do Exército, organizadas com base na hierarquia e na disciplina.
A Lei Federal 14.751/2023, sancionada durante o governo Lula, também manteve expressamente a natureza militar das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares.
Modelos internacionais entram na discussão
Defensores da desmilitarização costumam citar os modelos de policiamento dos Estados Unidos e da Inglaterra, onde as forças policiais têm natureza civil.
Por outro lado, países como França, Itália, Espanha e Chile mantêm instituições policiais de natureza militar, demonstrando que existem diferentes modelos de organização da segurança pública.
A comparação internacional, portanto, não aponta para uma única estrutura obrigatória, mas evidencia que cada país adota arranjos institucionais próprios.
Um debate que precisa ouvir quem está na ponta
A discussão sobre a desmilitarização não deveria ser reduzida a uma disputa partidária. Também não pode ignorar a experiência de quem trabalha diariamente nas ruas.
Questões como valorização profissional, condições de trabalho, autonomia, disciplina, direitos, estrutura de carreira e eficiência operacional precisam fazer parte de qualquer proposta de mudança.
Mais do que discutir se a pauta pertence à direita ou à esquerda, é necessário compreender o que os próprios policiais pensam sobre o modelo atual e quais mudanças poderiam efetivamente melhorar a segurança pública e a vida dos profissionais.
Afinal, a discussão não envolve apenas a manutenção ou a transformação de uma estrutura institucional. Envolve também o futuro de milhares de profissionais que fazem a segurança pública acontecer diariamente.
Fonte: Revista Sociedade Militar – reportagem publicada em 31 de outubro de 2026. Dados da pesquisa FGV/Fórum Brasileiro de Segurança Pública/Senasp, realizada em 2014.
CNJ determina que certidões de óbito informem circunstâncias de mortes em ações policiais
Resolução aprovada por unanimidade estabelece regras nacionais para inclusão de informações sobre mortes decorrentes de intervenções de órgãos de segurança pública. Medida também prevê a retificação de documentos já emitidos.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, uma resolução que determina a inclusão de informações sobre as circunstâncias de mortes ocorridas em decorrência ou no contexto de intervenções de órgãos de segurança pública nas certidões de óbito.
A decisão foi aprovada na 16ª Sessão Virtual do Conselho, encerrada em 29 de outubro de 2026. A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
Até então, os registros de óbito nesses casos normalmente informavam apenas a causa médica da morte, sem detalhar o contexto em que ela ocorreu.
Como será a aplicação da medida?
A resolução estabelece regras nacionais para a emissão e a retificação das certidões. A inclusão das informações deverá estar fundamentada em decisão judicial ou outro documento juridicamente válido que reconheça as circunstâncias da morte.
Quando não houver decisão anterior sobre o caso, familiares poderão recorrer à Justiça por meio de procedimento específico para solicitar o reconhecimento do contexto da morte.
A norma também determina a utilização de linguagem padronizada e não estigmatizante, proibindo expressões como “auto de resistência” e “resistência seguida de morte”.
O que muda para os agentes de segurança pública?
Um ponto importante da resolução é que a inclusão das circunstâncias da morte na certidão não altera a causa médica registrada e não representa, automaticamente, reconhecimento de responsabilidade civil, administrativa ou criminal do Estado ou dos agentes envolvidos.
Portanto, o registro do contexto da ocorrência não significa, por si só, que houve ilegalidade na atuação policial ou que o agente tenha cometido algum crime.
Objetivo da resolução
Segundo o CNJ, a medida pretende fortalecer a transparência dos registros públicos, facilitar o acesso das famílias a direitos e eventuais reparações e ampliar a produção de dados estatísticos sobre mortes relacionadas à atuação dos órgãos de segurança pública.
A iniciativa também busca contribuir para o monitoramento institucional e para a formulação de políticas públicas de prevenção.
A resolução está relacionada ao Ato Normativo nº 0007958-56.2026.2.00.0000.
Endireite-se: aplicativo de Munique Busson propõe conectar consumidores a empresas e profissionais em todo o Brasil
Endireite-se: aplicativo de Munique Busson propõe conectar consumidores a empresas e profissionais em todo o Brasil
Uma nova proposta de conexão entre consumidores e empreendedores começa a ganhar espaço nas redes sociais. Idealizado por Munique Busson, o Endireite-se apresenta-se como uma plataforma destinada a aproximar consumidores de estabelecimentos comerciais, profissionais e empresas que compartilham determinados valores e posicionamentos.
A iniciativa pretende criar uma rede nacional de negócios, permitindo que usuários encontrem serviços e produtos cadastrados na plataforma.
Um dos recursos apresentados chama a atenção: ao escolher um estabelecimento, o consumidor pode informar que chegou até ele por meio do Endireite-se. A ferramenta permite que a empresa identifique a origem daquele potencial cliente.
A plataforma também disponibiliza um sistema de pré-cadastro para interessados em participar da iniciativa, por meio do endereço:
https://lista.endireitese.com.br
Com a proposta de reunir negócios de diferentes segmentos e regiões do país, o projeto busca criar um ambiente de conexão comercial baseado na identificação de valores compartilhados.
A iniciativa abre espaço para profissionais autônomos, comerciantes, prestadores de serviços e empresas interessados em ampliar sua visibilidade e alcançar novos consumidores.
Agora, a expectativa é acompanhar a expansão da plataforma e conhecer suas funcionalidades, critérios de participação e resultados para os empreendedores cadastrados.
👉 ÚNICA MSTERNIDADE QUE AINDA ATENDE PELO IPSM
**ANTIGA MATERNIDADE OCTAVIANO NEVES SERÁ TRANSFORMADA EM HOSPITAL 100% SUS EM BELO HORIZONTE**
A antiga maternidade Octaviano Neves, localizada no bairro Santa Efigênia, passará a funcionar como Unidade II do Hospital Universitário Ciências Médicas, com atendimento exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A transição está prevista para começar gradualmente no fim de novembro.
O projeto prevê:
- 250 leitos hospitalares;
- 70 pontos de hemodiálise;
- Ampliação de leitos de UTI adulta e pediátrica;
- Atendimento em cirurgia vascular e urologia.
A Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), responsável pela instituição, adquiriu o imóvel com recursos próprios e prevê investir mais R$ 40 milhões nas obras de adaptação.
**Como será o atendimento?**
A unidade não funcionará como pronto atendimento de portas abertas. Os pacientes serão encaminhados pelos postos de saúde e UPAs, conforme a regulação da Prefeitura de Belo Horizonte.
Moradores de outros municípios também poderão ser atendidos por meio do Tratamento Fora do Domicílio (TFD).
⚠️ Quem já realiza tratamento no hospital por convênio continuará sendo atendido durante o período de transição.
A iniciativa amplia a estrutura hospitalar disponível ao SUS em Belo Horizonte, especialmente em áreas que exigem atendimento especializado.
sábado, 31 de outubro de 2026
CNJ determina que certidões de óbito informem circunstâncias de mortes em ações policiais
Resolução aprovada por unanimidade estabelece que documentos registrem o contexto da morte, além da causa médica. Medida não representa reconhecimento automático de responsabilidade dos agentes de segurança pública.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, uma resolução que determina a inclusão das circunstâncias das mortes ocorridas em decorrência ou no contexto de ações dos órgãos de segurança pública nas respectivas certidões de óbito.
A medida estabelece que, além da causa médica da morte, os documentos deverão informar o contexto em que o óbito ocorreu. A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
A iniciativa tem como objetivo padronizar os registros em todo o território nacional, ampliar a transparência das informações e assegurar às famílias o acesso a dados relacionados às circunstâncias da morte.
Entre as mudanças previstas está a padronização da linguagem utilizada nos registros, com a vedação de expressões como “auto de resistência” e “resistência seguida de morte”.
A resolução também prevê mecanismos para que familiares solicitem a inclusão das informações em certidões já emitidas, observados os procedimentos estabelecidos pelo Conselho.
A medida não significa condenação de policiais
Um ponto importante da decisão é que a inclusão do contexto da morte na certidão de óbito não representa, por si só, reconhecimento de ilegalidade da intervenção policial ou atribuição automática de responsabilidade criminal, civil ou administrativa aos agentes envolvidos.
A legalidade da atuação policial continua dependendo da análise das circunstâncias da ocorrência, das provas produzidas e dos procedimentos de investigação e apuração competentes.
A decisão do CNJ estabelece uma nova orientação para os registros civis e amplia a discussão sobre transparência, direitos das famílias e segurança jurídica nas ocorrências envolvendo intervenções dos órgãos de segurança pública.
Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
AÇÃO RÁPIDA DA PMMG SALVA MENINA DE 6 ANOS ENGASGADA COM PIRULITO EM ITUIUTABA
Uma ação rápida e decisiva de policiais militares salvou a vida de uma menina de seis anos, na tarde de quinta-feira (29), em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.
Desesperada ao perceber que a filha não conseguia respirar após se engasgar com um pirulito, a mãe procurou ajuda no 54º Batalhão da Polícia Militar, localizado no bairro Alvorada.
Os militares identificaram a gravidade da situação e realizaram a Manobra de Heimlich, técnica de primeiros socorros utilizada em casos de obstrução das vias respiratórias. Durante o procedimento, a criança conseguiu expelir o pedaço do doce e voltou a respirar normalmente.
Após o atendimento inicial, mãe e filha foram conduzidas ao Pronto-Socorro Municipal, onde a menina ficou sob avaliação médica, já fora de risco de vida.
A ocorrência foi registrada pelas câmeras de monitoramento do batalhão.
Mais uma vez, o preparo, a agilidade e o compromisso dos policiais militares fizeram a diferença entre o desespero e o alívio de uma família.
👏 Nosso reconhecimento aos militares envolvidos na ocorrência!
Relatório do CENIPA aponta condições meteorológicas adversas e falhas operacionais em acidente que matou quatro bombeiros em Ouro Preto
Investigação identificou decolagem com visibilidade abaixo do mínimo exigido, perda das referências visuais e colisão com a Serra do Amolar. Treinamento e gestão de riscos também foram analisados.
O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), divulgado em 28 de outubro de 2026, apontou que condições meteorológicas adversas e decisões operacionais inadequadas contribuíram para o acidente com o helicóptero Arcanjo 04, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), ocorrido em 11 de outubro de 2024, em Ouro Preto, na Região Central do estado.
De acordo com a investigação, a aeronave decolou com visibilidade horizontal estimada em 180 metros, abaixo do mínimo de um quilômetro exigido para aquele voo visual.
Aproximadamente 30 segundos após a decolagem, a tripulação perdeu as referências visuais do terreno. Cerca de 56 segundos depois de deixar o solo, o helicóptero atingiu a Serra do Amolar.
O acidente foi classificado como voo controlado contra o terreno, situação em que uma aeronave em condições de voo colide com um obstáculo sem que a tripulação consiga identificar o perigo e evitar o impacto a tempo.
Treinamento e gestão de riscos
Além das condições meteorológicas, o relatório analisou aspectos relacionados à sobrecarga de trabalho, ao treinamento dos tripulantes e à gestão de riscos da unidade aérea.
Segundo a investigação, os treinamentos priorizavam operações especializadas, como resgates, enquanto procedimentos básicos, a exemplo de decolagens e pousos, recebiam menor atenção.
A contribuição de fatores como fadiga e coordenação da tripulação, entretanto, foi considerada indeterminada.
Recomendações e medidas adotadas
Após o acidente, o Corpo de Bombeiros suspendeu temporariamente as operações aéreas da unidade e adotou medidas como revisão das escalas de trabalho, reforço dos treinamentos e acompanhamento psicológico dos tripulantes.
O CENIPA também recomendou que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) reforce, junto às unidades aéreas públicas, o cumprimento das regras de treinamento e a implementação de sistemas de gerenciamento da segurança operacional.
Seis vidas perdidas
O acidente ocorreu durante as buscas por um avião monomotor que havia caído horas antes na região.
Morreram os quatro militares do CBMMG que estavam a bordo: capitão Wilker Tadeu Alves da Silva, primeiro-tenente Victor Stehling Schirmer, segundo-sargento Welerson Gonçalves Filgueiros e terceiro-sargento Gabriel Ferreira Lima e Silva.
Também perderam a vida o médico Marcos Rodrigo Marques Trindade e o enfermeiro Bruno Sudário França, integrantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Os destroços e os corpos das vítimas foram localizados após aproximadamente 12 horas de buscas.
A tragédia marcou profundamente as instituições de segurança pública e saúde de Minas Gerais.
Importante: o relatório do CENIPA tem finalidade preventiva, voltada à identificação de fatores contribuintes e à prevenção de novos acidentes. Suas conclusões não representam, por si só, atribuição de responsabilidade criminal, civil ou administrativa.
HOMENAGEM AO CORONEL FRAGA
HOMENAGEM AO CORONEL FRAGA
Uma trajetória de honra, liderança e serviço
Sete Lagoas – MG, 29 de outubro de 2026
Ao Senhor Coronel Fraga
Comandante da 19ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais
Senhor Coronel,
Escrevo esta mensagem movido por um profundo sentimento de respeito, gratidão e admiração diante deste momento histórico e solene: a conclusão de sua irrepreensível trajetória nas fileiras de nossa instituição.
O encerramento deste ciclo ganha contornos ainda mais emblemáticos por acontecer justamente na 19ª Região. Foi nesta terra, na região de Sete Lagoas, que o senhor iniciou seus primeiros passos na oficialidade, como jovem Aspirante a Oficial, cheio de ideais, energia e disposição para servir. O destino permitiu que essa mesma região testemunhasse o coroamento de sua carreira no mais alto posto, encerrando um ciclo exemplar com chave de ouro.
Ao longo de décadas de dedicação à causa pública, o senhor trilhou diferentes caminhos, assumiu desafios complexos em diversas unidades e deixou, em cada missão, uma marca indelével de liderança, espírito de justiça e humanidade. As realizações, os frutos colhidos e o legado de integridade construído ao longo dessa jornada constituem o verdadeiro patrimônio de sua carreira.
Comandar com firmeza sem perder a empatia, orientar os subordinados pelo exemplo e colocar sempre o dever acima das vontades pessoais são virtudes raras, que o senhor exerceu com maestria.
A tropa que hoje se despede não perde apenas um comandante, mas celebra a trajetória de um líder que honrou cada compromisso assumido e dignificou a farda da Polícia Militar de Minas Gerais.
Que esta nova etapa na reserva seja repleta de paz, saúde e momentos memoráveis ao lado de sua família, com o orgulho e a serenidade de quem cumpriu seu dever com excelência.
Com continência respeitosa e votos de permanente sucesso.
Subtenente Leonardo
Luto
NOTA DE FALECIMENTO | POLÍCIA PENAL DE MINAS GERAIS
É com pesar que comunicamos o falecimento do policial penal Luciano Alessandro Almeida, de 49 anos, lotado no Presídio de Santos Dumont (MG).
Luciano ingressou na carreira em 2017 e faleceu no dia 28 de outubro, em decorrência de um aneurisma. Ele estava internado no Hospital Regional de Barbacena, após sofrer uma queda em sua residência.
Neste momento de dor, manifestamos nossos sentimentos aos familiares, amigos e colegas de trabalho. Que Deus conforte a todos e conceda força para enfrentar essa perda.
Veterano do Corpo de Bombeiros Militar está desaparecido; família pede ajuda para localizá-lo
O sargento BM Dionízio, veterano do Corpo de Bombeiros Militar, morador de Itajubá sul de Minas, está desaparecido, e familiares pedem apoio da população para obter informações que possam ajudar a localizar seu paradeiro.
De acordo com o relato da filha, Ingrid, o militar deixou de manter contato com os familiares, comportamento diferente de sua rotina habitual.
Segundo as informações repassadas à Polícia Militar, o sargento teria acolhido em sua residência um homem identificado como Agnaldo, conhecido pelo apelido de “Negão”. Posteriormente, outro indivíduo, chamado Bruno, teria comparecido ao imóvel para cobrar uma quantia em dinheiro.
Ainda conforme o relato da filha, após esses acontecimentos, o pai não foi mais visto. Ela também informou que procurou Agnaldo em diferentes ocasiões, mas teria recebido versões divergentes sobre o paradeiro do veterano.
A família solicita que qualquer informação que possa contribuir para a localização do sargento seja comunicada imediatamente às autoridades.
Informações podem ser repassadas pelos telefones 190 (Polícia Militar) ou 181 (Disque-Denúncia).
Luto
NOTA DE FALECIMENTO
É com pesar que comunicamos o falecimento do 3º Sargento PM Antônio Carlos Lima, veterano da14ª RPM.
Neste momento de dor, manifestamos nossos sentimentos de solidariedade aos familiares, amigos e irmãos de farda.
Que Deus conforte a todos e conceda força para enfrentar essa perda.
Blog da Renata Pimenta
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Reajuste do vale-alimentação da Segurança Pública poderá ser discutido pela próxima gestão
Reajuste do vale-alimentação da Segurança Pública poderá ser discutido pela próxima gestão
A possibilidade de elevar o vale-alimentação dos profissionais da Segurança Pública de Minas Gerais de R$ 75 para R$ 100 por dia permanece em aberto.
Durante reunião com a equipe de transição, o secretário da Casa Civil, Marcel Dornas Beghini, afirmou que havia interesse do governo Mateus Simões em conceder mais R$ 25 às forças de segurança, mas destacou que a medida teria impacto superior a R$ 500 milhões.O vice-governador eleito, Luiz Eduardo Falcão, coordenador da equipe de transição, informou que foi protocolado um pedido para criação de um comitê de tomada de decisões compartilhadas com o atual governo.
Segundo Falcão, a transição precisa ir além do compartilhamento de informações, permitindo discutir medidas que terão reflexos na administração que assume em janeiro de 2027.
Com isso, a eventual elevação do benefício para R$ 100 PODERÁ entrar nas discussões com a próxima gestão. Até o momento, porém, não há confirmação de que o reajuste será concedido aos militares estaduais.
Renata Pimenta
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Zema critica postura de Mateus Simões durante transição de governo em Minas
O ex-governador Romeu Zema criticou publicamente a condução da transição de governo por Mateus Simões. Em entrevista à 98 News, em 27 de outubro de 2026, Zema afirmou que o atual governador estaria provocando “atritos desnecessários” com a equipe do governador eleito Cleitinho Azevedo.Zema defendeu que eventuais divergências sejam resolvidas em reuniões reservadas, em vez de expostas publicamente. Segundo ele, os conflitos podem prejudicar a preparação da próxima administração estadual.
O ex-governador também afirmou que mantém uma boa relação pessoal com Simões, embora reconheça diferenças no estilo de atuação dos dois.
Fonte: Rede 98
Minas Gerais prevê expansão da rede CTPM para 60 unidades
O planejamento de políticas públicas continuadas da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), apresentado no contexto da transição de governo, prevê a ampliação da rede de Colégios Tiradentes da Polícia Militar (CTPM), que poderá passar das atuais 30 para 60 unidades.
A expansão foi possibilitada pela Lei nº 25.090/2024 e está prevista em etapas:
- 2027: previsão de implantação inicial de três unidades, em Belo Horizonte, Caratinga e Patrocínio.
- De 2028 a 2030: perspectiva de implantação de novas unidades em outros 27 municípios, distribuídos entre a Região Metropolitana de Belo Horizonte e o interior do estado.
Número de alunos
Os dados apresentados pela PMMG indicam crescimento no número de estudantes atendidos pela rede:
- 2023: 22.400 alunos;
- 2024: 24.228 alunos;
- 2025: 25 mil alunos, marca histórica;
- 2026: 25.197 alunos, em levantamento realizado em 22 de outubro.
Investimentos e resultados
Conforme o documento, foram utilizados R$ 146 milhões na modernização das 30 unidades existentes, incluindo reformas, construções e aquisição de equipamentos e outros itens.
O levantamento também informa que as 30 unidades da rede ficaram entre as 40 escolas públicas mais bem classificadas de Minas Gerais.
A ampliação, caso concretizada conforme o cronograma previsto, deverá aumentar a capacidade de atendimento da rede e ampliar sua presença na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no interior do estado.
Importante: as datas de implantação são previsões e perspectivas apresentadas no documento, não uma confirmação de que todas as novas unidades já tenham implantação garantida.
🚨 CABO DA PMMG É BALEADO DURANTE TENTATIVA DE ASSALTO NA BR-040, EM CONTAGEM
Um cabo da Polícia Militar, lotado na 7ª Companhia Independente da PM, em Igarapé, foi baleado na perna esquerda durante uma tentativa de assalto nesta quinta-feira (29), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A ocorrência foi registrada nas proximidades da Ceasa e de uma fábrica de refrigerantes, às margens da BR-040. Segundo informações preliminares, o militar estava próximo a uma alça de acesso à rodovia quando foi abordado por dois homens armados. Houve troca de tiros, e o policial acabou atingido.
Mesmo ferido, o cabo conseguiu chegar à sede de uma companhia da Polícia Militar em Contagem, onde pediu ajuda. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital da Polícia Militar (HPM), em Belo Horizonte. Até a última atualização, não havia informações sobre seu estado de saúde.
Suspeitos fugiram de motocicleta
Após o confronto, os dois homens fugiram em uma motocicleta Honda CG preta. Viaturas da Polícia Militar realizam buscas para localizar os envolvidos.
Até o momento, não há informações sobre prisões. A ocorrência segue em andamento.
📌 Fonte: Por Dentro de Minas.
PISO SALARIAL NACIONAL PARA POLICIAIS: PROPOSTAS APRESENTADAS AO LONGO DOS ANOS
A discussão sobre a criação de um piso salarial nacional para profissionais da segurança pública não começou em 2026. O tema já era debatido no Congresso Nacional em 2007 e voltou à pauta em diferentes momentos, por meio de propostas de emenda à Constituição.
2007 — PEC 17/2007
Apresentada pelo deputado Neilton Mulim, a proposta previa um sistema de cooperação técnica e financeira entre União, estados e municípios para fortalecer a segurança pública. Entre as medidas estavam a criação de um piso salarial nacional e a revisão dos planos de carreira. <
2008 — PEC 300/2008
De autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá, a proposta buscava estabelecer uma referência remuneratória para policiais militares estaduais com base nos vencimentos da Polícia Militar do Distrito Federal, abrangendo também bombeiros militares e inativos. Tornou-se uma das iniciativas mais conhecidas da mobilização por um piso nacional.
2008 — PEC 41/2008
Apresentada pelo senador Renan Calheiros e outros parlamentares em 28 de outubro de 2008, a proposta instituía um piso salarial para servidores policiais. O texto recebeu aprovação no Senado em dezembro de 2009 e foi encaminhado à Câmara dos Deputados.
2009 — PEC 446/2009
A PEC 41/2008 passou a tramitar na Câmara sob o número PEC 446/2009. O texto previa piso nacional para policiais civis, policiais militares e bombeiros militares, com participação financeira da União por meio de um fundo específico. Portanto, a PEC 41/2008 e a PEC 446/2009 são etapas da tramitação da mesma proposta, e não dois projetos independentes.
2009 e 2010 — votação e mobilização
A proposta de piso nacional avançou no Congresso. Em dezembro de 2009, o Senado aprovou a PEC 41/2008 em dois turnos. Em março de 2010, a Câmara aprovou em primeiro turno o texto relacionado à PEC 446/2009. A votação não significou a implantação automática do piso: o processo legislativo não foi concluído com a criação de uma política nacional de remuneração.
2026 — PEC 10/2026
Em 14 de maio de 2026, foi apresentada no Senado a PEC 10/2026, que propõe instituir um piso salarial nacional para policiais militares e corpos de bombeiros militares, com valor a ser definido por lei federal. A proposta reúne senadores de diferentes partidos. Na ficha oficial consultada, constava como aguardando despacho.
O QUE ESSE HISTÓRICO REVELA
A criação de um piso salarial nacional para policiais é uma discussão antiga. Desde 2007, diferentes propostas tentaram estabelecer um valor mínimo nacional, aproximar remunerações entre estados ou criar mecanismos de participação financeira da União.
É fundamental, porém, distinguir propostas de piso nacional de iniciativas de equiparação salarial, assim como diferenciar apresentação, aprovação em comissão, votação em primeiro turno e promulgação de uma emenda constitucional.
Em 2026, com o tema novamente em debate, as questões centrais são: qual será o valor do piso, quais categorias serão contempladas, como a União participará do financiamento e quais etapas ainda precisam ser cumpridas para que a medida entre em vigor?
Fontes oficiais: Câmara dos Deputados e Senado Federal. Os links para os documentos estão relacionados abaixo.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
*Salário da Polícia Militar: governo Lula estuda criar piso para categoria*
28 de outubro de 2026 por www.estadao.com.br
BRASÍLIA- Pressionada a apresentar respostas para a segurança no País, uma das áreas em que o governo tem as piores avaliações, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discute desde a campanha do 2º turno das eleições uma proposta de piso salarial para policiais militares.
Conforme Chico Lucas, secretário nacional da Segurança Pública, a ideia em análise é a União ajudar Estados a pagarem o piso. Hoje, cada corporação tem seu salário, sem lei que defina padrão nacional. Lucas não aponta, porém, qual seria a cifra e de onde viriam os recursos - economistas preveem restrição fiscal nos próximos anos.
A expectativa é de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo ao Congresso em abril de 2025, ajudaria a liberar recursos. A PEC aguarda votação pelo Senado.
A proposta prevê reforçar o financiamento da segurança ao proteger os Fundos Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Penitenciário Nacional (Funpen) de bloqueios e contingenciamentos orçamentários. Além disso, promete destinar 10% do superávit anual do Fundo Social do pré-sal à segurança pública entre 2027 e 2029.
Lucas foi chefe da Segurança no Piauí antes de assumir a secretaria nacional, subordinada à pasta da Justiça. Seu nome tem sido cotado como possível titular do Ministério da Segurança, novamente prometido por Lula.
“É importante, do mesmo jeito que a educação trouxe o piso salarial aos professores, que os homens e mulheres que dão a vida em troca da segurança da população tenham garantia de que serão remunerados dignamente”, disse Lucas ao Estadão em entrevista na semana anterior ao 2º turno.
“A PEC nesse primeiro momento vai resolver o problema da financiabilidade, mas há, sim, debates de como a gente vai incrementar nos próximos 4 anos medidas para melhorar a qualidade de vida dos policiais”, continua Lucas.
Segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em agosto, um PM recebe, em média, R$ 10.329,61 de salário bruto e R$ 7.407,11 de remuneração líquida no Brasil. O Estado de Mato Grosso, considerando o salário líquido é o que paga mais para policiais militares: R$ 11.987,14. Já o mais baixo, é o do Rio Grande do Norte: R$ 4.626,46.
Em abril, uma PEC fruto de demanda apresentada por cidadãos por meio do e-Cidadania propôs um piso nacional para policiais militares e bombeiros em todo País. O texto foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos do Senado e aguarda tramitação na Casa.
Antes de ser presidente, Jair Bolsonaro defendeu uma proposta de piso para policiais que tramitava no Congresso desde 2008. Depois de ser eleito para a Presidência, no entanto, Bolsonaro afirmou que “o presidente não pode tudo” e disse que a PEC que havia sobre o tema não tinha como ir para a frente.
O piso nacional dos professores da educação básica foi criado em 2008, no 2º mandato de Lula, com regras para reajuste anual, geralmente com índice superior a inflação. Prefeitos, no entanto, têm reclamado de dificuldades orçamentárias para arcar com as folhas salariais e pressionam o governo para flexibilizar a regra.
A aprovação do piso criou impacto, em 2026, de R$ 8 bilhões, estima a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Mas, segundo o Anuário da Educação Básica do Todos pela Educação, três em cada dez municípios não paga o piso docente.
Ministério da Segurança e redução da maioridade penal
A PEC da segurança pública também é considerada determinante pelo governo para estruturar um ministério específico para a área. Ao Estadão, Lucas atribui à falta de aprovação da PEC o descumprimento da promessa de Lula, feita em 2022, de recriar a pasta.
“Sem o modelo em que a União tem esse papel (de coordenadora do sistema nacional de segurança, como prevê a PEC) e sem a financiabilidade, o ministério ficaria esvaziado”, disse.
A PEC foi alvo de resistência entre governadores com o argumento de que o texto traria perda da autonomia das unidades da federação e concentração de poderes nas mãos da União.
“Somos uma federação em que o policiamento é mais atribuição dos Estados. A Constituição não trouxe esse papel de coordenadora para a União, e agora traz esse papel, obrigações e atribuições para outros entes, como os municípios”, disse Lucas.
Ele afirma que o presidente pretende fortalecer o combate às facções criminosas a partir do plano “Brasil contra o crime organizado”, no qual um dos principais eixos é a asfixia financeira das organizações criminosas.
“O sistema bancário brasileiro é digitalizado, moderno. Temos bancos, fintechs, que sequer existem fisicamente e são apenas aplicativos de celulares. Isso facilitou para a população, mas trouxe mais facilidade para o crime. O que temos conversado com o Banco Central é desmontar as fintechs do crime. Na (Operação) Carbono Oculto, tínhamos uma fintech do PCC. Todos aqueles fundos, fintechs, operadores financeiros que de alguma maneira transacionam com o crime, vão ser responsabilizados”, diz.
Outro programa do governo que será ampliado é o Celular seguro. A iniciativa permite o bloqueio de forma rápida de apps bancários, linha telefônica e o próprio aparelho em caso de roubo. O app também permite o registro de ocorrência. Segundo pesquisas, o modelo pode contribuir para queda de roubos de aparelhos no País.
“Além do banco nacional de celulares roubados, temos conversado, por exemplo, com a Receita Federal, exigindo que todo vendedor emita na nota fiscal, coloque o IMEI do celular (número de série que identifica cada iaparelho). Isso traz responsabilização do intermediário que compra e vende celulares”, afirma o secretário.
“O comércio deixa de ser interessante: o que compra no final perde o celular e pode ser responsabilizado criminalmente. O empresário que compra mais barato e vende com margem de lucro maior responde a processo, perde o CNPJ.”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse no mês passado que vai editar uma medida para bloquear o sistema de emissão de notas fiscais do Estado para os celulares que não tiverem o preenchimento do Imei. O objetivo é dificultar a venda de aparelhos roubados ou furtados no comércio físico ou em marketplaces.
https://www.estadao.com.br/brasil/equipe-de-lula-estuda-criar-piso-salarial-da-pm-com-ajuda-federal-mas-restricao-fiscal-e-desafio/?utm_term=Autofeed&utm_campaign=redes-sociais%3A102026%3Ae&utm_medium=Social&utm_source=Facebook&utm_id=97757_v0_s00_e0_tv2_a1demo0dyti8gs&fbclid=IwY2xjawVOyv9leHRuA2FlbQIxMQBwZG9mBXNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR4jdVK36e8ECTGL-eA5TuGrLFRazLOlgTDiwYuCaUmqogwt9Ah72XtfFEKyLA_aem_levKoKfMAcbPaB1NH8U8iA#Echobox=1793178292
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Nos últimos dias, chamou atenção a quantidade de críticas direcionadas à coronel Cleide e ao secretário Rogério Greco por demandas que, mui...
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