O reajuste de 5,4% anunciado pelo governador Romeu Zema para os servidores públicos de Minas Gerais ainda não foi formalizado. Embora o anúncio tenha sido feito nas redes sociais no dia 2 de março, o projeto de lei ainda não foi encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde precisa tramitar e ser aprovado para que o aumento passe a valer.
A demora no envio da proposta começa a preocupar servidores e sindicatos, principalmente por causa do calendário eleitoral. Pela legislação, reajustes com ganho real só podem ser aprovados até 180 dias antes das eleições. Como o primeiro turno de 2026 está marcado para 4 de outubro, qualquer aumento acima da inflação precisa estar publicado até 4 de abril. Após essa data, a lei eleitoral permite apenas correções limitadas à reposição inflacionária do próprio ano.
Nos bastidores da Assembleia, parlamentares avaliam que a demora pode ter relação com o cenário político. Existe a expectativa de que o vice-governador Mateus Simões assuma o governo ainda neste mês, caso Zema deixe o cargo para disputar a Presidência da República. Nesse contexto, a leitura de alguns líderes é que o projeto poderia ser apresentado apenas após essa transição.
Enquanto isso, cresce a pressão de sindicatos e categorias do funcionalismo por um índice maior. Representantes dos trabalhadores argumentam que o percentual anunciado não recompõe as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos, especialmente em áreas como educação e segurança pública.n















