ALMG aprova requerimento para apurar negativa de transporte aeromédico a sargento da PMMG
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou o Requerimento nº 20.682/2026, de autoria dos deputados Sargento Rodrigues e Caporezzo, que solicita esclarecimentos ao comando da Polícia Militar e ao Instituto de Previdência dos Servidores Militares sobre a negativa de transporte aeromédico a um militar acidentado.
O pedido foi encaminhado ao comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais e ao diretor-geral do Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais.
O caso envolve o 2º sargento PM Rhuan Mangely de Sá Freitas, lotado na 67ª Companhia do 50º BPM, na 11ª Região da PM, em Montes Claros. O militar sofreu um grave acidente de trânsito no dia 2 de abril de 2026, no município de Porto Seguro, enquanto estava com a esposa e os dois filhos.
No acidente, um dos filhos do policial não resistiu. A esposa e a outra filha receberam atendimento médico e tiveram alta. Já o militar permaneceu internado no Hospital Regional Luiz Eduardo Magalhães, com quadro clínico delicado, incluindo fratura no tórax e agravamento com indícios de comprometimento renal.
Segundo o requerimento, houve indicação médica expressa para transporte aeromédico, sendo contraindicada a remoção por via terrestre. Ainda assim, o transporte não foi disponibilizado inicialmente pelos órgãos competentes, sendo oferecida apenas a alternativa de ambulância, considerada inadequada diante do estado de saúde do militar.
Diante da situação, familiares organizaram uma mobilização para custear o deslocamento da esposa e da filha até Minas Gerais, enquanto o sargento permaneceu internado na Bahia, sem acompanhamento direto da família.
Ainda conforme o documento, somente após intervenção do governador de Minas Gerais foi viabilizado o transporte aéreo adequado. A transferência ocorreu no dia 5 de abril de 2026, por meio de aeronave do Gabinete Militar, levando o policial para Montes Claros, onde passou a dar continuidade ao tratamento.
Os deputados questionam:
os motivos da negativa inicial do transporte aeromédico;
se havia aeronave disponível à época;
por que o IPSM não autorizou o procedimento;
e quais medidas serão adotadas para evitar situações semelhantes.
O caso gerou forte repercussão no meio policial, especialmente pela gravidade dos fatos e pela ausência de resposta imediata diante de uma situação considerada emergencial.
Blog da Renata Pimenta